segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A fila da espera


A fila da espera

Você que reclama da fila em um banco, super, entrada de jogo, show ou parque de diversões, realmente não sabe o que é a dor da espera!
Esperar por uma boa notícia, em um sala de espera. Uma palavra acolhedora. Uma mão amiga! Alguém que te diga: Hei! Vai ficar tudo bem! Fé em deus!
Esperar dói. Dói, como a dor do parto. É uma espera angustiante. É desesperador. Nessa hora passa tanta coisa,
Menos o tempo. Menos essa dor chamada espera! Dor que te mantém lúcido. Vivo e imune a tal insônia.
Pois, nada é mais doloroso que a espera pelo fim! Fim dessa dor compartilhada. Dor sentida juntamente e dividida silenciosamente.
Algumas dores são indolor, incolor e sem nome. Dores crônicas. Dores da alma. Dores do coração. Dores genéticas.
Há quem sem aposente com suas dores. Há quem se torne um pensionista vitalício. Há quem conviva amistosamente com suas dores,
Mas, há quem se torne prisioneiro de suas dores e renuncie a liberdade, ao perdão e se torture por questões e cobranças passadas.
Suas dores só serão sanadas e curadas, quando seus precatórios forem quitados. Quando extinguirem-se suas dívidas consigo mesmo.
Só será feliz aquele que se desobrigar dos seus pesos, rancores, mágoas e ressentimentos Só será feliz aquele que converter suas dores.
Só será feliz aquele que amputar aquilo que lhe causa dor. Aquele que sofrer as amputações necessárias para dar continuidade a sua vida.
Só alcançara o céu, aquele que passar pelo próprio purgatório interior, sem abdicar de sua fé e coragem.
A cura por vezes exige tempo. Exige dedicação. Exige compreensão. Exige paciência. Exige um amor incondicional.

Leandro M. Cortes